
No livro, A Y-Guaçu Secreta - Cataratas do Iguaçu como um Chacra da Terra, se vê a citação da mística católica, Hildegarda de Bingen (1098 -1179), atestando para a unidade de todas as coisas quando afirma que a divindade é um círculo. A citação está no capítulo que fala sobre o modelo "o que está em baixo é o igual ao que está em cima". Jesus falou em certa ocasião que o que ligarmos na Terra será ligado no Ceú.
O Iguaçu - esta região que transcende nações é formado por terra, águas, pedras, fogo, florestas, rios. E, vemos com tristeza como as cidades (povos) que ocuparam o Iguaçu, estão separados da Terra Vermelha, dos Rios, das Águas e da essência desta Terra. Estamos desligados enquanto perseguimos uma artificialidade insustentável em nossos modos de vida. Daí a necessidade de religação.
Nossa excessiva separação de nossa essência e da essência da Terra seqüestra nosso direito a uma identidade. Nos mantemos terrivelmente iludidos com um materialismo imediatista e sem destino - no que se refere à nossa viagem. Vejam nosso turismo. Tão materialista, tão concentrador que não permite que os raios de sol da criatividade permeiem nossas atividades.
O Iguaçu - que nós fizemos está, ao contrário do Iguaçu da essência, cada vez mais pobre. E vai ficar mais pobre ainda se não nos despertarmos para a essência, para a solidariedade dos projetos e para o bem-estar de todos. Vemos projetos, no estilo ultrapassado, de regiões turísticas e elefantes que demandarão capitais imensos. Queremos mais e mais duplicação, viadutos, asfaltos, mais turistas, mais dinheiro, mais investimentos e para quê? Para quem?
O Furacão Katrina mostrou aos Estados Unidos (e ao mundo) que não se pode mais varrer para debaixo do tapete coisas como a pobreza, os terceiros-mundos que cada lugar tem ou a eliminação física de pessoas carentes (os pequeninos de quem Jesus falava). Vemos uma tendência lamentavel apoiada pelos governo Federal, Estadual e Municipal de concentração de rendas. É contra-mão. Religar Iguaçu passa pela efetivação de uma economia solidária - que abra espaços para que os iguaçuenses possam trabalhar, criar e vender arte, artesanatos, idéias. Que possam desabrochar. Em vez disso estamos pensando em monopólios inviáveis pois a economia mundial, a qualquer momento dará meia volta e tomará outro caminho.
Já há nos Estados Unidos uma lei chamada National Economic Security and Reformation Act (NESARA) ou Lei para a Reforma da Economia e Segurança Nacionais que prevê o perdão de todas as dívidas com bancos, cartão de crédito, hipotecas pois a Suprema Corte teria reconhecido que o sisitema financeiro tem roubado o povo. A política oficial nega a existência da Lei. No link que ofereço acima há um artigo que explica o que acontecerá depois do NESARA. Se o NESARA existe ou não, só o tempo dirá. Você não perde por saber. Mas já diziam os caipiras e caboclos do Brasil afora: onde há fumaça, há fogo. Há uma fumaça anunciando uma economia alternativa e não virá de partidos, ou ideologias. A própria Natureza se encarregará de apressá-la, pelo bolso. As grandes calamidades como o Tsunami, o Katrina, o Rita, os ciclões do Brasil apontam para gastos enormes que não poderão ser feitos segundo os princípios capitalistas. Não há tantos recursos na TERRA!
P.s.: A Foto, com a artísta plástica Luzia Castañeda da RedePaz,acima, mostra crianças de Foz do Iguaçu, vestindo roupas feitas de copos descartáveis, garrafas PET, plásticos e outros materiais. Os vestidos foram criados por professores de escolas muncipais. Este povo está trabalhando e explodindo em criatividade. Quem abrirá espaços não monopólicos para este povo?
1 comentários:
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